Apesar da mídia sensacionalista tentar "abafar" o assunto, muito se fala em juventude. E, pensando em juventude, vários assuntos paralelos surgem juntamente a esse tema. Sexualidade, segurança pública e, inevitavelmente, o mais polêmico desses temas: a orientação sexual desses jovens.
Pensando no assunto, fiz uma breve análise de minha própria experiência como um "membro" desse meio tão complexo. Quando se fala em LGBT, pensa-se logo em: assumir-se ou não?
Por que assumir-se?
Para alguns torna-se mais fácil. Pois a pessoa pode ser ela mesma sem precisar usar máscaras ou de repente ter de ser alguém que não é.
E por que NÃO assumir-se?
Muitos quando se descobrem homossexuais, junto com a descoberta vem os medos, os receios, os pensamentos como "por que comigo?". Nisso pode-se dizer que a pessoa começa a passar por uma crise interior muita intensa.
Mas agora vou dar meu exemplo para defender que não é bem assim. No caso de homens homossexuais, logo se pensa em um cara bem afeminado, com trejeitos e atos femininos. Ou seja, associa-se essas pessoas ao meio feminino. Ledo engano. Como poucos sabem, ninguém está livre de suspeitas. Seu vizinho pode ser, o padeiro da padaria tal pode ser. Até mesmo seu médico.
No caso de muitos que se veem homossexuais, o primeiro receio que vem, tanto de si próprio quanto das pessoas com as quais elas convivem, é o preconceito. Apesar de menor do que há alguns anos atrás, ainda existe. E muito. No cenário atual, vemos uma mídia que tenta a todo custo abafar essa situação, mascarando fatos que na verdade são totalmente verdadeiros. Então pensa-se: como se assumir numa sociedade tão hipócrita?
Para os afeminados é bem mais complicado. Pois apesar de tentarem permanecer no armário por mais tempo, a verdade está lá, para quem quiser ver.
Para os mais masculinizados, pode sim ser mais tranquilo. E por que? Com trejeitos considerados masculinos, atos considerados masculinos, ele pode camuflar o quanto quiser essa verdade. E para eles ainda fica uma pergunta maior: por que me assumir? Por que correr um risco talvez desnecessário?
Mas aí entramos em outra questão: se grande parte desses jovens permanecerem no armário, como vamos combater esse mal que insiste em habitar nosso dia-a-dia?
segunda-feira, 13 de julho de 2009
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